quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

Laços, Fitas, Bolas. Estrelas, Anjos, Presentes. Sorrisos, Doces, Frenesim. Festa, Família, Presépio. Alegria, Bacalhau, Luzes. Perú, Brigadeiros, Azevinho. Brinquedos, Compras, Cozinha. Mãe, Pai, Mana. Avós, Tios, Primos. Amigos, Postais, Canções. Roupa nova, Filmes, Pai Natal. Enfeites, Neve, Bolo-Rei. Verde, Vermelho, Branco. Prateado, Dourado, Brilho.


Há tanto para dizer do Natal... =) Que é uma época de consumismo, é do que mais se ouve. Que é hipócrita, dizem outros... Pode ser, mas se servir para que ao menos uma vez por ano nos lembremos de quem gostamos e até de quem não conhecemos mas precisa de nós... Óptimo! Se conseguirmos fazer do nosso coração um presépio onde Jesus possa nascer no mínimo com o conforto das palhinhas e o calor da vaca e do burrinho... Perfeito!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007


Chegaste de mãos vazias e perdi o dom de te perceber pelo olhar. Não sei decifrar se trazes um coração cheio por detrás desse meio sorriso que me esboças. Pedes o café da praxe, vejo-te abrir o pacote, deitar o açúcar e sei o que se segue. Vais dar voltas completas á chávena, bater a colher três vezes e pousá-la no pires, recolher com a ponta do dedo os grãos de açúcar e respirar fundo, como quem ganha balanço para um salto. Sei deslindar os jogos da nossa relação desde o primeiro momento e muitas vezes pergunto-me se contigo será igual. Sou transparente? Consegues ler-me como um livro aberto? Se não consegues é porque nunca te deste ao trabalho de folhear-me e se é assim... Porque insistimos? Gosto de te pintar com as cores do meu (nosso) amor. Gosto mesmo. E amo-te nessa mistura pigmentada e perfeita que reflecte tanto de mim. Cada traço dos teus movimentos faz eco e fica, mesmo muito tempo depois de te ires. É isto que me faz perceber que te amo, que pertences aqui e que pertenço aí, entre os teus dedos. Sei andar só pelos caminhos, mas as flores ganham novos cheiros quando vistas pelos teus olhos.


Oia surpresa! =D Espero que gostes meu amor. *Ana


Posted by Guga... =D

A Joaninha quis um texto da minha autoria para o seu blog.
Apelei ás ninfas do tejo e ás poias que la boiam sem rumo nem norte.
Mas nada...nada feito Joaninha.
Lembrei-me de dizer o quao feliz estou por esta nossa amizade ter desabrochado(oi?) qual papoila saltitante.
Lamento o tempo perdido a pensar que eras uma pessoa que não valia a pena conhecer,afinal estava errado.
Desde o principio do ano tenho vindo a conhecer uuma pessoa ,que com outras 4 ou 5 la na faculdade,se tornaram o meu mundinho,pessoas que não quero dispensar.
Houve pessoas que me decepcionaram mas não vale a pena falar delas,mas sim daquelas que se tornaram muito importantes para nós e tu és uma delas..
Mas isto é para aparvalhar e portanto eu vou-me declarar-me a ti.
“Vi-te na estradâ,´tavas apanhando hortelâ...eu gosto de ti..e tu?hâ?”


Degredo total...


by Guga e a merecer resposta... LOOOOOOOOOOOOOL

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

E não é que a infância também tem cheiro?

Hoje andei pelas escolas que foram minhas em tempos...

A primeira não era minha, as outras, sim... Tão minhas!!! Impressionou-me como o cheiro é o mesmo. Diferente de umas para as outras. Mas igual ao cheiro de há 14, 10 e 4 anos... Impressionante! Impressionante como até a escola primária que não era a minha guardava um cheiro igualinho àquele, da plasticina, dos cadernos e dos livros novos, dos lápis de cera, das canetas de feltro e dos lápis de cor, do leite com chocolate, da terra molhada do recreio (diferente do cheiro da terra molhada do resto do mundo...), tudo junto num verdadeiro cocktail de aromas que me invadiu o ser! Impressionante como os cheiros se mantêm adormecidos na memória, anos e anos a fio... Prontos a despertar a qualquer momento, e a trazer com eles lembranças de pessoas, sensações, acontecimentos, sorrisos, brincadeiras, coisas tão simples e de que nunca pensámos vir a sentir falta.

Chamo saudades a esta dança sinestésica de memórias. Saudades que ora adormecem os sentidos e acendem a foqueira das recordações que aquece o coração, ora deixam um gosto amargo de quem quer correr para trás e abraçar tudo de novo... A tal "Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira! ..." por um lado, mas a sensação de ter percorrido bem o caminho e a vontade de continuar... a passar por lá, sem dúvida, mas doravante do outro lado.

domingo, 18 de novembro de 2007

Uma descoberta antiga, perdida e re-descoberta! Só podia ser no blog da Ana... =)




Dispensa comentários, é ver e saborear as palavras e as imagens!

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Sabor da Infância

Porque quando se fala da Rua Sésamo não há melhor nem pior, é difícil escolher um vídeo... Comecemos pelo ínicio!



E para dar mais um cheirinho... Heróis de uma vida: Poupas e Raúl Solnado! xD




Postarei mais... ;)

sábado, 10 de novembro de 2007

A Globalização tem destas coisas...

Quando pensava que já nada me surpreendia, eis que descobri ao folhear o método da guitarra portuguesa, do Senhor Eurico Cebolo, a internacionalização das canções tradicionais portuguesas. Apreciem...

Papagaio louro / Perroquet blond / Blond parrot

Três pombinhas / Trois colombes / Three little pigeons

As pombinhas da Cat'rina / Les pigeons de Catherine / Catherine's doves

Manjerico / Basil / Basilic

Alecrim / Rosemary / Romarin

Triste viuvinha / La triste veuve / Sad widow


E os melhores dos melhores:

Oliveira da Serra / Olive tree on the hill / Olivier de la Montagne

Ó Rosa, arrendonda a saia! / Rose, round out your skirt! / Eh, Rose, arrondis ta jupe!


...Viva o poliglotismo!!! Qual Zezé Camarinha...

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Cão morre de fome em exposição


Um artista da Costa Rica pôs um cão vadio em exposição na Nicarágua e deixou-o morrer à fome e à sede. Disse que estava a pôr à prova a hipocrisia das pessoas, mas está a ser alvo de forte contestação.


Guillermo Habacuc Vargas expôs numa galeria de arte em Manágua um cão vadio que foi buscar a um bairro da lata. Sem água e sem alimentos, o cão morreu, na exposição, à vista de toda a gente.


O cão morreu de fome à vista da frase "tu és aquilo que lês"... escrita com biscoitos para cão na parede da galeria de arte.


Sem esclarecer se o público sabia que o cão estava a ser deliberadamente deixado morrer por inanição, Guillermo Vargas disse pretender chamar a atenção para a hipocrisia das pessoas. "O animal transformou-se em centro das atenções por estar num local onde as pessoas querem ver arte, mas ninguém ligaria se ele estivesse a morrer de fome nas ruas. Ninguém libertou o cão, ou lhe deu de comer, ou chamou a polícia. Ninguém fez nada", disse ao jornal “Nácion”.


Guillermo Vargas foi seleccionado para representar o seu país, a Costa Rica, na bienal de arte centro-americana de 2008, a realizar nas Honduras. A decisão suscitou fortes reacções e deu lugar a uma petição na Internet, com mais de 92 mil assinaturas, a exigir que Vargas não seja aceite na exposição.




Demora 2 minutos e estão, pelo menos, a tentar impedir que a barbárie se repita. Já que, nenhum dos visitantes da exposição "libertou o cão, ou lhe deu de comer, ou chamou a polícia. Ninguém fez nada", façamos nós! E já agora, divulguem também.

Obrigada

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Música da Boa! #2



Daniela no seu melhor... Palavras para quê?

sábado, 3 de novembro de 2007

Aos amigos!



(...)
Foi então que apareceu a raposa.
- Olá, bom dia! - disse a raposa.
- Olá, bom dia! - respondeu delicadamente o principezinho que se voltou mas não viu ninguém.
- Estou aqui - disse a voz - debaixo da macieira.
- Quem és tu? - perguntou o principezinho. - És bem bonita...
- Sou uma raposa - disse a raposa.
- Anda brincar comigo - pediu-lhe o principezinho. - Estou triste...
- Não posso ir brincar contigo - disse a raposa. - Não estou presa...
- AH! Então, desculpa! - disse o principezinho.
Mas pôs-se a pensar, a pensar, e acabou por perguntar:
- O que é que "estar preso" quer dizer?
- Vê-se logo que não és de cá - disse a raposa. - De que é que tu andas à procura?
- Ando à procura dos homens - disse o principezinho. - O que é que "estar preso" quer dizer?
- Os homens têm espingardas e passam o tempo a caçar - disse a raposa. - É uma grande maçada! E também fazem criação de galinhas! Aliás, na minha opinião, é a única coisa interessante que eles têm. Andas à procura de galinhas?
- Não - disse o principezinho. Ando à procura de amigos. O que é que "estar preso" quer dizer?
- É a única coisa que toda a gente se esqueceu - disse a raposa. - Quer dizer que se está ligado a alguém, que se criaram laços com alguém.
- Laços?
- Sim, laços - disse a raposa. - Ora vê: por enquanto, para mim, tu não és senão um rapazinho perfeitamente igual a outros cem mil rapazinhos. E eu não preciso de ti. E tu também não precisas de mim. Por enquanto, para ti, eu não sou senão uma raposa igual a outras cem mil raposas. Mas, se tu me prenderes a ti, passamos a precisar um do outro. Passas a ser único no mundo para mim. E, para ti, eu também passo a ser única no mundo...
- Parece-me que estou a começar a perceber - disse o principezinho. - Sabes, há uma certa flor...tenho a impressão que estou presa a ela...
- É bem possivel - disse a raposa. - Vê-se cada coisa cá na Terra...
- OH! Mas não é da Terra! - disse o principezinho.
A raposa pareceu ficar muito intrigada.
- Então, é noutro planeta?
- É.
- E nesse tal planeta há caçadores?
- Não.
- Começo a achar-lhe alguma graça...E galinhas?
- Não.
- Não há bela sem senão...- disse a raposa.
Mas a raposa voltou a insistir na sua ideia:
- Tenho uma vida terrivelmente monótona. Eu, caço galinhas e os homens, caçam-me a mim. As galinhas são todas iguais umas às outras e os homens são todos iguais uns aos outros. Por isso, às vezes, aborreço-me um bocado. Mas, se tu me prenderes a ti, a minha vida fica cheia de sol. Fico a conhecer uns passos diferentes de todos os outros passos. Os outros passos fazem-me fugir para debaixo da terra. Os teus hão-de chamar-me para fora da toca, como uma música. E depois, olha! Estás a ver, ali adiante, aqueles campos de trigo? Eu não como pão e, por isso, o trigo não me serve de nada. Os campos de trigo não me fazem lembrar de nada. E é uma triste coisa! Mas os teus cabelos são da cor do ouro. Então, quando eu estiver presa a ti, vai ser maravilhoso! Como o trigo é dourado, há-de fazer-me lembrar de ti. E hei-de gostar do barulho do vento a bater no trigo...
A raposa calou-se e ficou a olhar durante muito tempo para o principezinho.
- Por favor...Prende-me a ti! - acabou finalmente por dizer.
- Eu bem gostava - respondeu o principezinho - mas não tenho muito tempo. Tenho amigos para descobrir e uma data de coisas para conhecer...
- Só conhecemos as coisas que prendemos a nós - disse a raposa. - Os homens, agora, já não têm tempo para conhecer nada. Compram as coisas já feitas nos vendedores. Mas como não há vendedores de amigos, os homens já não têm amigos. Se queres um amigo, prende-me a ti!
- E o que é que é preciso fazer? - perguntou o principezinho.
- É preciso ter muita paciência. Primeiro, sentas-te um bocadinho afastado de mim, assim, em cima da relva. Eu olho para ti pelo canto do olho e tu não me dizes nada. A linguagem é uma fonte de mal entendidos. Mas todos os dias te podes sentar um bocadinho mais perto...
O principezinho voltou no dia seguinte.
- Era melhor teres vindo à mesma hora - disse a raposa. Se vieres, por exemplo, às quatro horas, às três, já eu começo a ser feliz. E quanto mais perto for da hora, mais feliz me sentirei. Às quatro em ponto já hei-de estar toda agitada e inquieta: é o preço da felicidade! Mas se chegares a uma hora qualquer, eu nunca saberei a que horas é que hei-de começar a arranjar o meu coração, a vesti-lo, a pô-lo bonito...São precisos rituais.
- O que é um ritual? - perguntou o principezinho.
- Também é uma coisa de que toda a gente se esqueceu - respondeu a raposa. - É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias e uma hora, diferente das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, têm um ritual, à quinta-feira, vão ao baile com as raparigas da aldeia. Assim, a quinta-feira é um dia maravilhoso. Eu posso ir passear para as vinhas. Se os caçadores fossem ao baile num dia qualquer, os dias eram todos iguais uns aos outros e eu nunca tinha férias.
Foi assim que o principezinho prendeu a raposa. E quando chegou a hora da despedida:
- Ai! - exclamou a raposa - ai que me vou pôr a chorar...
- A culpa é tua - disse o principezinho.- Eu bem não queria que te acontecesse mal nenhum, mas tu quiseste que eu te prendesse a mim...
- Pois quis - disse a raposa.
- Mas agora vais-te pôr a chorar! - disse o principezinho.
- Pois vou - disse a raposa.
- Então não ganhaste nada com isso!
- Ai isso é que ganhei! - disse a raposa. - Por causa da cor do trigo...
Depois acrescentou:
- Anda, vai ver outra vez as rosas. Vais perceber que a tua é única no mundo. Quando vieres ter comigo, dou-te um presente de despedida: conto-te um segredo.
O principezinho lá foi ver as rosas outra vez.
- Vocês não são nada parecidas com a minha rosa! Vocês ainda não são nada - disse-lhes ele. - Não há ninguém preso a vocês e vocês não estão presas a ninguém. Vocês são como a minha raposa era. Era uma raposa perfeitamente igual a outras cem mil raposas. Mas eu tornei-a minha amiga e, agora, ela é única no mundo.
E as rosas ficaram bastante incomodadas.
- Vocês são bonitas, mas vazias - ainda lhes disse o principezinho. - Não se pode morrer por vocês. Claro que, para um transeunte qualquer, a minha rosa é perfeitamente igual a vocês. Mas, sózinha, vale mais do que vocês todas juntas, porque foi a que eu reguei. Porque foi a ela que eu pus debaixo de uma redoma. Porque foi ela que eu abriguei com o biombo.. Porque foi a ela que eu matei as lagartas (menos duas ou três, por causa das borboletas). Porque foi a ela que eu vi queixar-se, gabar-se e até, às vezes, calar-se. Porque ela é a minha rosa.
E então voltou para o pé da raposa e disse:
- Adeus...
- Adeus - disse a raposa. Vou-te contar o tal segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos...
- O essencial é invisível para os olhos - repetiu o principezinho, para nunca mais se esquecer.
- Foi o tempo que tu perdeste com a tua rosa que tornou a tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... - repetiu o principezinho, para nunca mais se esquecer.
- Os homens já se esqueceram desta verdade - disse a raposa. - Mas tu não te deves esquecer dela. Ficas responsável para todo o sempre por aquilo que está preso a ti. Tu és responsável pela tua rosa...
- Sou responsável pela minha rosa... - repetiu o principezinho, para nunca mais se esquecer.
(...)


Aos amigos! Os de sempre e os de agora... Aos que sabem ver com o coração, àqueles a quem o tempo que dediquei os tornou especiais. Aos que me cativaram sem dar por isso e aos que se foram sentando cada vez mais perto. Aos que sabem arranjar o coração, pô-lo bonito para me receber e àqueles que chegam sem nenhum ritual.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Para não vibrar sozinha...

...e para não dizerem que não sou vossa amiga e não sirvo para vos instruir... Pare, escute e olhe!




Uma ritmo eloquente, uma letra riquíssima, um videoclip requintado!!!

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Os tais desafios que praí andam...

Sugestão do Guga - Blog dos Alpha Males Psi:

hora do dia... qualquer uma desde que bem passada...
astro... as estrelas são astros?
direcção... como diz a Ana, "estradinha adiante"
móvel... sofá
líquido... leitinho com chocolate!
pecado... gula
pedra... se não for preciosa, é parva!
árvore... salgueiro
fruta... fresquinha depois de um raid! ;)
flor... túlipa
clima... SOL
instrumento musical... viola
elemento... nc tinha pensado sobre isso... se não forem todos juntos não funciona!
cor... só uma?! n, muitas e alegres!
animal... miau
som... dos passos
música... Chuva, Mariza
estilo musical... vários...
sentimento... o amor! =)
livro... Meu Pé de Laranja Lima
comida... hmmm nhami nhami!
gosto... da comidinha da mamã!!!
cheiro... a terra molhada
palavra... supracitado LOL
verbo... fazer fotossíntese é um verbo?
objecto... ups...
peça de roupa... (perguntas difíceis!)
parte do corpo... mãos
expressão facial... sorriso! =D
desenho animado... Rua Sésamooooooo
filme... Em Busca da Felicidade
forma... a minha? redooonda!!!
número... 5
estação... Primavera
frase... "E se mais mundo houvera, lá chegara..." ;)

Música da boa! #1



Letra, música e videoclip lindos! E em português... ;)

Caçador de Sóis - Ala dos Namorados

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Por trás do vidro, o Sol brilha...



Por trás do vidro, o Sol brilha. Faz brilhar o orvalho que a madrugada deixou cair sobre o pasto que alimenta o gado. Imagino o cheiro da terra… Saudades de acampar. Vontade de molhar o rabo numa roda que se faz à volta das brasas que ontem foram chamas. Aqueceram-nos, iluminaram-nos, responderam ao nosso pedido, “Sobe as chamas, sobe as chamas mais alto, mais alto…”. À volta delas rimos, reflectimos, emocionámo-nos tantas vezes… (“ - Olha ali aquela estrela!”) No céu claro da manhã a Lua ainda espreita, discreta, pensava que se pintava de branco e ninguém a via, curiosa que é… A espreitar o dia! As cegonhas salpicam o céu de preto e branco e interrompem o amarelo do pasto. As garças alimentam-se nas costas do gado que pasta, eles não se importam, continuam como se elas não existissem. Ah, que linda paisagem! Que me faz esquecer o pó dos bancos em que me sento, o cheiro (a escape?) que me dificulta a respiração, os prédios que vou encontrar a taparem-me o Sol (lá se vai a fotossíntese…). Quem me espera não adivinha o privilégio que tenho! Se os 5,30€ que me irritam todas as manhãs fossem para pagar esta paisagem e não os 50km que percorro, seriam então justos. Ah, este Portugal que eu amo! Independente do "bicho homem"... Este Ribatejo que me bate no peito, o Sol que me beija a pele, a lezíria que me abraça o olhar...


[Imaginado numa qualquer viagem a caminho da Faculdade. Escrito hoje...]

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Acidentalmente... a génese!

A este blog podia chamar-se também qualquer coisa como "acidente de percurso", foi assim que nasceu... Um dia, por curiosidade pura e simples, andei a vasculhar o blogger para descobrir como é que se fazia um blog... Hoje, acidentalmente, descobri que o blog tinha ficado criado.

AAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHH!!! SOCORRO!!! Como é que isto se apaga?

Uf... Com a ajuda de uma amiga (entendida na matéria!) consegui apagar...

Oh... Se calhar até era giro... O nome já estava em mente há muito tempo! Vou fazer outra vez.


E cá está ele... Vamos ver o que dá! ;)