sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Dono, procura-se!

É branco, com manchas pretas. Peludo. Tem uma cara (focinho, que seja...) muito amistosa. É meigo e sossegado. Ñão tinha dono, apaixonou-se por uma cadelinha de casa há mais de um mês e nunca mais saiu da porta do prédio. Leva pontapés de um dos condóminos e corre risco de ser mandado para um canil (onde o único fim possível é o abate!) ou de ser envenenado.

Se alguém o quiser adoptar, é favor contactar.

O outro juntou-se a ele. É ainda mais pequenino e amarelo. Tem um problema na coluna e com um dos pontapés já tem dificuldade em andar. Também precisa de um lar.
Ficava a vê-lo passar. Arrastava os pés como se em cada um deles pessasse um e outro ano de vida somados às amarguras que esta lhes trouxera. Olhava com medo mas com vontade de o abraçar, de perguntar onde foi que se perdeu da vida e o que era feito dela agora. Pensava voltar? Não teria quem lhe desse a mão ou tinha desistido de ser como os outros? Nas roupas via a indiferença de quem passava, nos cabelos a sujidade da cidade. Mas ele parecia não se importar. Parecia que o mundo era só o cigarro cravado, o pacote de vinho e um cartão com as pontas molhadas que arrastava consigo. À volta devia ser tudo um quadro em movimento. Duas realidades que pareciam só se cruzar quando o ploc da moeda no fundo da taça o fazia olhar por dois segundos para a cara de alguém. Acenava com a cabeça, condescente. Parecia não querer agradecer mas dizer qualquer coisa como "não vale a pena, deixe lá". Na verdade, ter-se-ia esquecido do verbo importar como os outros fizeram com ele?
Tem fome? Posso trazer-lhe um cobertor amanhã? Qualquer dia...
Temfome?Umcobertoramanhã?Qualquerdia...
Qualquerdia...

quinta-feira, 30 de outubro de 2008


The greatest thing you'll ever learn, is just to love and be loved in return!

sábado, 20 de setembro de 2008

Nuvens. Sol. Flores. Estrelas. Laços. Letras. Desenhos. Borboletas. Meninos. Meninas. Estojos. Bolsinhas. Colares. Malas. Pulseiras. Porta-chaves. Pregadeiras. Missangas. Lantejoulas. Corações. Cores. Texturas. Formas.

Tudo aquilo que se pode querer quando pretendemos um PRESENTE ORIGINAL! A dificuldade é onde encontrar tudo isto a preços acessiveis. Era... Agora é muito fácil: queroembrulharte.blogspot.com! ;)

domingo, 14 de setembro de 2008

Protesto...

...contra o regresso às aulas! Lá se vai o tempo em que a escolha dos cadernos, dos dossiers, estojos e mochilas, o cheiro das borrachas novas e os lápis, canetas, canetas de feltro, lápis de cor e de cera, as etiquetas, as reguas e os esquadros eram uma animação e a ânsia do reencontro com os colegas e professores me tiravam o sono.

Agora... sono é coisa que não me falta! O meu reino pelo prolongamento desta vidinha de ócio... Sopas e descanso, não se vendem por aí?

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Quem pode, pode!

Com a letra a mostrar quem é o sexo forte e a música a mostrar que o fado não é aquela canção triste que só os velhos ouvem: Deolinda - Fado Toninho!


domingo, 22 de junho de 2008

Quando for grande vou ser a Mariza, tá bem?

A Praça não estava cheia na apresentação do álbum Terra mas a Mariza fez o favor de a encher com a voz e a majestade! Cantou, encantou e pôs a Celestino Graça de pé! E eu estive lá... =D



De Santarém para o Mundo... Ah Mariza!

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Quem és tu que vens e te cruzas no caminho
Que percorro - diz lá
Diz-me porque foi que os meus olhos te fixaram
E o meu dia se alegrou

E uma certeza serena toma conta de mim.
E na leveza do que és, do que dás
Eu encontro respostas e respondido está

Faz-me vibrar ver que sonhas e aceitas desafios...
Desafios de amor
De quem caminha e quer viver

Se o teu sorrir é o teu sentir de agora,
Deixa-te ir, faz-te partir - É hora!
Solta o segredo que te faz sonhar
Canta sem medo o que te faz amar

O que tu és sempre a teus pés te serve
E quem te vê sente de ti beleza
Canto a amizade que recebo de ti
Saio mais rica porque te conheci

E agora que vais, eu pergunto o que levaste
Desta louca visão
Louca de amor que, do alto, nos envolve
E nos colhe o coração

Já não quero mais do que ver-te
Um pouquito mais feliz
Por saberes que Alguém te quis, te amou
E que, com Ele, tantos outros te amam
E lá no meio eu estou

Vai, acredita que é tão rica a tua vida e aceita
Desafios de amor
De quem caminha e quer viver

Se o teu sorrir é o teu sentir de agora,
Deixa-te ir, faz-te parir - É hora!
Solta o segredo que te faz sonhar,
Canta sem medo o que te faz amar

Se por sentires, queres sorrir, não temas
Dá o que tens, nada há melhor, não pares
Quando tu tocas mais fundo de ti
Tocas também nesse Deu que é, enfim,
Por ti.


Parece um poema de Amor? E é. Daquele Amor puro, que tão poucas vezes acontece de verdade, que vem de Deus e a que o nosso querido São Paulo chama caridade. Sabes qual é, não sabes? Esse mesmo, o da Amizade! Verdadeira e infinita. Como esta que partilhamos há 5 anos como quem partilha desde outra vida. Esta amizade que é apoio, que é divertimento, que é crescimento em conjunto, que é partilha de valores, de crenças, de conhecimentos, de sorrisos e contratempos, de momentos inesquecíveis! Completa, não? Muito! Completada? Nunca. Porque nos continuamos a descobrir a cada conversa. Incompreensível? Talvez. Para quem não saiba o verdadeiro valor da Amizade e a pureza que pode caber num Amor destes, sem espaço para confusões. Não quero escrever muito para não cair em banalidades, porque somos tudo menos isso. Então, muito obrigada! Nunca te percas de quem és. E que nunca nos percamos do que somos juntos. Aqui, na Noruega ou no fim do Mundo... ;)
Beijinho grande e muitas, muitas, muitas saudades!
[Carta aberta a Sua Alteza Marquês João Diogo de Jesus, por ocasião do 21º aniversário! xD]

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Estrad(inha adiante!)a

Meu amor
Não quero mais palavras rasgadas
Nem o tempo
Cheio de pedaços de nada
Não me dês
Sentidos para chegar ao fim
Meu amor
Só quero ser feliz

Meu amor
Não quero mais razões para apagar
O que nasce
E renasce e nos faz acordar
A loucura faz medo se for medo o teu chão
Mas é ar e é terra
Dentro do coração
É ar e é terra dentro do coração

Meu amor
Não quero mais silêncio escondido
Nem a dor
Do que cai em cada gesto ferido
Quero janelas abertas
E o sol a entrar
Quero o mundo inteiro
Dentro do teu olhar
Eu quero o mundo inteiro
Dentro do teu olhar

E hoje, vê
A estrada é feita para seguir
E hoje, sente
A vida feita de sentir
E hoje vira do avesso o mundo
E vê melhor
Deste lado é mais puro
É teu
É tão maior
Deste lado é mais puro... É meu... É tão maior



É isso aí...

domingo, 4 de maio de 2008

Fecha os olhos e estende a mão...

Houve vários motivos que me levaram a escrever este texto.


1º Aqui por cobardia. Não sei porque raio mas a verdade é que é mais fácil escrever num sítio a que toda a gente, conhecida ou desconhecida, com ou sem o meu conhecimento ou consentimento, tem acesso do que dar-te uma carta ou um postal para leres à minha frente.


2º Porque quando vi o postal que te dei, me lembrei imediatamente de ti e o texto começou a fluir na minha cabeça e porque houve uma proposta de trabalho de Psicologia Positiva, que sugeria que escrevêssemos uma carta de gratidão a alguém, que me inspirou a fazê-lo.


3º Hoje, porque por mais que continue a dizer que não é só neste dia que te agradeço tudo o que me dás, é mais fácil fazê-lo quando há um "pretexto" para isso...



Escrevo este texto porque sempre estiveste de mãos estendidas para mim. E hoje quero que estendas a mão e recebas. Porque as tuas mãos sempre estiveram habituadas a dar e quase nunca a receber. Essas mãos que sempre estiveram estendidas para mim. Essas mãos onde nunca me faltou amor, dedicação e tudo o que sempre precisei para ser quem sou. Essas mãos que são, indiscutivelmente, não apenas mãos de mãe mas também de amiga. Essas mãos que eu sei que nunca me vão faltar, haja o que houver. Essas mãos que sempre lutaram para me ver triunfar. Essas mãos que me ensinam a viver. Essas mãos que eu sempre achei bonitas e que agora dizes estarem a ficar velhas, mas que eu quero muito ver envelhecer. Essas mãos que sempre me ampararam as quedas. Essas mãos que fingiam ter passarinhos para eu espreitar. Essas mãos onde já com 1,68m continuo a caber inteira. Essas mãos que sempre se mantiveram abertas para mim quando tantas outras mãos do mundo se pareciam fechar. Essas mãos que cozinham para mim todos os dias com tanto gosto e como eu tanto gosto. Essas mãos que pegavam na minha para atravessar a estrada. Essas mãos que me deram os 'calmantes' certos no momento certo. Essas mãos que às vezes, por tanto me quererem, se fecham sobre a minha, sem se lembrar de lhe dar espaço para crescer. Essas mãos que me limpam as lágrimas vezes sem conta. Essas mãos a que devo grande parte do que sou.

A essas mãos quero fazer chegar o mesmo amor, dedicação, carinho, segurança, apoio e companheirismo com que sempre me suportaram. E por isso hoje digo, fecha os olhos, estende a mão e está disposta a receber como sempre estiveste disposta a dar. A minha fica assim, estendida, pronta para te acolher. E nestas flores recebe a minha gratidão pelo exemplo de justiça, honestidade e amor com que me dás a graça de conviver diariamente.



Obrigada! Feliz Dia da Mãe!!! =)

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Breve explicação...

...para que não se pense que ando por aí a censurar comentários desalmadamente. Os comentários que tenho apagado são (julgo eu de que!) vírus. É portanto, só e apenas, uma questão de segurança informática. Grata pela compreensão :)

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008



Sim, eu sei. Não precisas de me contar nada porque vivi tudo isso contigo. Repetias isto vezes e vezes sem conta. E só assim, mais tarde e tarde demais, percebi que me interrompias porque não querias ouvir falar sobre o que tinha ficado para trás. Numa tentativa de arrancar do peito essas lembranças que te dilaceravam e corroíam por dentro. Por serem só e apenas isso mesmo: lembranças. Do que fomos e vivemos restavam apenas fragmentos de um passado posto em cartas que teimavas em guardar mas que já não sabias de cor, como outrora. Fragmentos de um passado que jazia num álbum de fotografias que visitavas de quando em quando mas cujas imagens não reconhecias. E os sorrisos… Os sorrisos então já tinham perdido o brilho dos lábios e do olhar. Fixavas-te em frente ao espelho e tentavas reproduzi-lo, mas ele já não estava lá. Só assim, na ausência desse sorriso, te rendeste às evidências de que fugias. Estavas declaradamente desapaixonado. A palavra não devia existir mas fazia-te sentido. “Guardar alguma coisa para te lembrar seria admitir que te pudesse esquecer”, dizem. Contigo era exactamente o contrário. Guardavas as cartas, o álbum, os bilhetinhos e todos os outros fragmentozinhos e disparatinhos que já não te eram nada mas que eram as únicas coisas que sobravam para dizer que ainda estava tudo no lugar.
Para afinal perceberes que estavas oficial e declaradamente desapaixonado.
E assim, fiquei eu, irremediável e declaradamente só.


A Ana começou, eu acabei e ela ilustrou :)

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

É hoje!

Ao contrário do que disse aqui, hoje sim, é Dia de BP.

Três vivas ao Fundador!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

O casulo da Fé no coração...


Ouvi numa das melhores músicas de sempre da Ala dos Namorados, que descobri ontem, a expressão "o casulo da Fé no coração". Gostei da imagem. Gosto de pensar assim a Fé. Um casulo que podemos guardar no mais fundo de nós. Um casulo que podemos guardar no coração, pronto para a qualquer momento deixar escapar uma borboleta que nos corra pelas veias, pintada das cores de Deus. Um casulo onde podemos caber inteiros e fugir dos "males" do Mundo e dos Homens. Um casulo onde podemos voltar vezes e vezes sem conta sem que se lhe esgote o sentido, a razão de ser e o conforto que nos dá. Um casulo que se tece e embeleza com fios de dedicação e partilha ao longo dos anos... Um casulo que quero deixar crescer... e guardar, lá bem no fundo!


[A música chama-se "Sem Vintém" e pode ouvir-se algures por aqui]

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Bananas for everybody

Em Português ou em Inlgês, a verdade é que esta música me põe em êxtase! Ahahah!
Volta, Rua Sésamo, estás perdoada! xD



sexta-feira, 25 de janeiro de 2008


E além da vida
Ainda de manhã
No outro dia

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Ou então não é, porque vai na volta estamos em Janeiro e a pessoa se enganou a passar as coisas para a agenda e vá... é pouco atenta! 22 sim, Janeiro não! É mesmo Fevereiro... Mas o senhor é perfeito à mesma, merece o post! Fica a correcção feita. Lá para 22 de Fevereiro relembro! ;) Até lá, façam como eu, leiam e releiam estas palavras que nunca cansam. =)
.
[Haja gente esperta como o Laranjinha! ;)]

Dia de BP

Hoje é o dia deste Senhor!Robert Stephenson Smith Baden-Powell, Fundador do Escutismo.
(22 de Fevereiro de 1957 - 8 de Janeiro de 1941)


Eis aqui a última mensagem que nos deixou.

Caros escuteiros:
Se já vistes a peça Peter Pan, haveis de recordar-vos de como o chefe dos piratas estava sempre a fazer o seu discurso de despedida, porque receava que, quando lhe chegasse a hora de morrer, talvez não tivesse tempo para o fazer. Acontece-me coisa muito parecida e por isso, embora não esteja precisamente a morrer, morrerei qualquer dia e quero mandar-vos uma palavra de despedida. Lembrai-vos de que é a
última palavra que vos dirijo, por isso meditai-a.
Passei uma vida felicíssima e desejo que cada um de vós seja igualmente feliz. Creio que Deus nos colocou neste mundo encantador para sermos felizes e apreciarmos a vida. A felicidade não vem da riqueza, nem simplesmente do êxito de uma carreira, nem dos prazeres. Um passo para a felicidade é serdes saudáveis e fortes enquanto
sois rapazes, para poderdes ser úteis e gozar a vida quando fordes homens.
O estudo da natureza mostrar-vos-à as coisas belas e maravilhosas de que Deus encheu o mundo para vosso deleite. Contentai-vos com o que tendes e tirai dele o maior proveito que puderdes. Vede sempre o lado melhor das coisas e não o pior.
Mas o melhor meio para alcançar a felicidade é contribuir para a felicidade dos outros. Procurai deixar o mundo um pouco melhor de que o encontrastes e quando vos chegar a vez de morrer, podeis morrer felizes sentindo que ao menos não desperdiçastes o tempo e fizestes todo o possível por praticar o bem.
Estai preparados desta maneira para viver e morrer felizes - apegai-vos sempre à vossa promessa escutista - mesmo depois de já não serdes rapazes e Deus vos ajude a proceder assim.

O Vosso Amigo
Tentei comentar mas não consigo. É só ler e sentir... Falar fica para quem sabe!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Encontrei este anúncio durante a pesquisa para um trabalho e achei pertinente partilhar. De cortar a respiração!!!

terça-feira, 15 de janeiro de 2008


Pensei que fosse doer mais... Mas não. Não gosto de me sentir assim: ímune à dor. Não gosto. Não me quero sentir conformada com as injustiças. Não me quero habituar ao sofrimento. Não quero dores que me corroam, me destruam... Nada disso! Não sou masoquista. Mas prefiro sentir as dores para as perceber e arrumar no sítio. Não sou nenhum robot. As pessoas têm sentimentos, têm dor. Fazem parte, as "dores de crescer"... Preparam-nos para a vida. Pois eu quero senti-las. "Quem não se sente não é filho de boa gente", não é o que dizem? E então? Não quero ser assim. Queria ter vontade de gritar. Mas não tenho... Calma é diferente de apatia. Quem disse que era isso que queria sentir? Aliás, quem disse que não queria sentir? Não quero anestesias. Quero parto natural das coisas da vida!

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008


Eu não sou eu, nem sou o outro
Sou qualquer coisa de intermédio:
Pilar da ponte de tédio
Que vai de mim para o outro



[Só porque sim! Apeteceu-me...]
Ouvir aqui!

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Xaile!

Já consegui escolher a preferida. Depois de o CD muito e muito girar...



Quer eu queira, Quer Não

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Ai...

O que há em mim é sobretudo cansaço
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, ele mesmo,
Cansaço.

...e dor de cabeça também. Apre! Já só falta acabar os trabalhos todos que tenho por acabar e os que ainda estão por começar e estudar e fazer os exames todos... Falta pouco! Pelo, menos vai passar a correr, aposto! Quando estiver preparada para começar já vai estar tudo feito... Ah... Pensamentos reconfortantes!