quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Breve explicação...

...para que não se pense que ando por aí a censurar comentários desalmadamente. Os comentários que tenho apagado são (julgo eu de que!) vírus. É portanto, só e apenas, uma questão de segurança informática. Grata pela compreensão :)

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008



Sim, eu sei. Não precisas de me contar nada porque vivi tudo isso contigo. Repetias isto vezes e vezes sem conta. E só assim, mais tarde e tarde demais, percebi que me interrompias porque não querias ouvir falar sobre o que tinha ficado para trás. Numa tentativa de arrancar do peito essas lembranças que te dilaceravam e corroíam por dentro. Por serem só e apenas isso mesmo: lembranças. Do que fomos e vivemos restavam apenas fragmentos de um passado posto em cartas que teimavas em guardar mas que já não sabias de cor, como outrora. Fragmentos de um passado que jazia num álbum de fotografias que visitavas de quando em quando mas cujas imagens não reconhecias. E os sorrisos… Os sorrisos então já tinham perdido o brilho dos lábios e do olhar. Fixavas-te em frente ao espelho e tentavas reproduzi-lo, mas ele já não estava lá. Só assim, na ausência desse sorriso, te rendeste às evidências de que fugias. Estavas declaradamente desapaixonado. A palavra não devia existir mas fazia-te sentido. “Guardar alguma coisa para te lembrar seria admitir que te pudesse esquecer”, dizem. Contigo era exactamente o contrário. Guardavas as cartas, o álbum, os bilhetinhos e todos os outros fragmentozinhos e disparatinhos que já não te eram nada mas que eram as únicas coisas que sobravam para dizer que ainda estava tudo no lugar.
Para afinal perceberes que estavas oficial e declaradamente desapaixonado.
E assim, fiquei eu, irremediável e declaradamente só.


A Ana começou, eu acabei e ela ilustrou :)

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

É hoje!

Ao contrário do que disse aqui, hoje sim, é Dia de BP.

Três vivas ao Fundador!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

O casulo da Fé no coração...


Ouvi numa das melhores músicas de sempre da Ala dos Namorados, que descobri ontem, a expressão "o casulo da Fé no coração". Gostei da imagem. Gosto de pensar assim a Fé. Um casulo que podemos guardar no mais fundo de nós. Um casulo que podemos guardar no coração, pronto para a qualquer momento deixar escapar uma borboleta que nos corra pelas veias, pintada das cores de Deus. Um casulo onde podemos caber inteiros e fugir dos "males" do Mundo e dos Homens. Um casulo onde podemos voltar vezes e vezes sem conta sem que se lhe esgote o sentido, a razão de ser e o conforto que nos dá. Um casulo que se tece e embeleza com fios de dedicação e partilha ao longo dos anos... Um casulo que quero deixar crescer... e guardar, lá bem no fundo!


[A música chama-se "Sem Vintém" e pode ouvir-se algures por aqui]