domingo, 19 de julho de 2009

domingo, 12 de julho de 2009


Gosto de detalhes e de me perder a observá-los atentamente. Hoje um banco de jardim e os olhos postos em dois carreiros de formigas bastaram. Completamente alheada de tudo à minha volta, debruçada nos joelhos, como se fosse aquela a minha janela para o mundo. Quem passasse ia julgar-me louca e isso também me fez sorrir. É engraçado como os sorrisos mais espontâneos surgem das coisas mais improváveis. Nunca nenhum livro da escola me tinha ensinado que as formigas são arrastadas pelo vento... Hoje foi o próprio vento que me quis mostrar essa habilidade. E depois de me ter preocupado com as formigas acabei por sorrir! E nunca nenhuma fotografia daquelas espectaculares me tinha mostrado uma formiga a carregar um dente-de-leão. Hoje foram os meus olhos que guardaram esse retrato neste álbum pessoal e intransmissível, chamado memória, que começa a dar sinais de fraqueza mas ainda tem capacidade para estes pequenos nadas. E mais uma vez sorri!